O Brasilianista: sanções financeiras contra o PCC e a cooperação internacional no rastreamento de ativos, na análise de Daniela Poli Vlavianos
- 2 de jul.
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Em reportagem de O Brasilianista sobre as primeiras sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas investigados por participação em uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli, Porto & Andreghetto Advogados, foi ouvida sobre o alcance da cooperação internacional no rastreamento de ativos.
Para a advogada, as organizações criminosas exploram justamente as diferenças regulatórias entre países para movimentar patrimônio, valendo-se de empresas de fachada, operações de comércio internacional, pessoas interpostas, imóveis, ativos virtuais e contas em múltiplas jurisdições. É esse desenho que torna insuficiente a repressão limitada às fronteiras nacionais.
Daí a importância da atuação coordenada entre autoridades:
"Quando autoridades financeiras compartilham dados, harmonizam procedimentos e executam bloqueios simultâneos de ativos, torna-se muito mais difícil deslocar recursos entre diferentes jurisdições para ocultar sua origem."
Daniela observou ainda que resultados duradouros dependem da combinação entre cooperação internacional permanente, fortalecimento da inteligência financeira, aperfeiçoamento dos mecanismos de prevenção à lavagem, recuperação de ativos e atuação coordenada entre polícia, Ministério Público, Judiciário e órgãos reguladores. Segundo ela, muitas investigações bem-sucedidas hoje não começam por uma apreensão: começam pelo rastreamento de movimentações financeiras incompatíveis ou suspeitas — é o dinheiro que leva até a organização criminosa, e não o contrário.
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O Brasilianista — 2 de julho de 2026
Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957


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