
O Brasilianista: por que as operações no Rio não desarticulam as facções, na análise de Daniela Poli Vlavianos
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Em reportagem de O Brasilianista sobre a inauguração do Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro e o histórico de operações federais no estado, a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli, Porto & Andreghetto Advogados, foi ouvida sobre os limites das ações concentradas apenas na retomada territorial.
Para Daniela, o principal equívoco foi tratar o crime organizado como problema exclusivamente territorial e policial, quando ele é também econômico, financeiro, logístico, penitenciário e institucional. Ela observa que as facções preservaram patrimônio, redes financeiras, fornecedores de armas e mecanismos de comunicação, o que facilitou sua reorganização assim que a presença ostensiva do Estado diminuiu. Segundo a advogada, o sucesso do novo escritório dependerá da capacidade de integrar Polícia Federal, Receita Federal, Coaf, Ministério Público, sistema prisional e forças estaduais em investigações contínuas contra o patrimônio das facções.
“Onde o Estado entra e sai, a facção volta. Onde o Estado entra, investiga, protege, presta serviço público e mantém presença legítima, o domínio criminoso perde sustentação.”
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O Brasilianista — 3 de julho de 2026
Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957


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