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Fundos cessionários, IDPJ e a captura do empresário pela engenharia do crédito podre
A execução civil tem servido, com frequência preocupante, de palco para uma operação jurídica que merece reflexão técnica mais rigorosa do que a que se tem visto na prática forense. Trata-se da combinação, cada vez mais comum, entre a aquisição de carteiras inadimplidas por fundos de investimento em direitos creditórios e o manejo subsequente do incidente de desconsideração da personalidade jurídica como instrumento de alcance ao patrimônio pessoal dos sócios. Essa combinação
28 de jun.5 min de leitura


Tema Repetitivo 1.235 do STJ: dificuldades na defesa do executado
O Tema repetitivo 1.235 do STJ (Superior Tribunal de Justiça), julgado em 2 de outubro de 2024, estabelece que o juiz não pode reconhecer de ofício a impenhorabilidade de valores depositados de até 40 salários-mínimos, nos termos do artigo 833, X, do CPC. Esse entendimento cria uma realidade jurídica que onera a defesa, ao exigir que ela alegue a impenhorabilidade dentro do prazo dos embargos à execução, sob pena de preclusão. O principal ponto crítico nesse entendimento é a
28 de jun.3 min de leitura


Processo de execução: por que esperar para se defender é o maior erro do executado
A execução civil ainda é tratada, por muitos, como uma fase meramente operacional do processo, quase automática, destinada apenas a viabilizar a satisfação de um crédito que já se presume legítimo. Essa percepção, além de equivocada, é responsável por um dos maiores erros estratégicos cometidos na defesa do executado: a crença de que é possível aguardar para reagir, como se o verdadeiro risco estivesse apenas no leilão ou na expropriação final do bem. Na prática, o prejuízo j
28 de jun.3 min de leitura


Sucessão indevida na execução contra empresas
O cumprimento de sentença contra pessoas jurídicas tem, com frequência preocupante, ensejado práticas incompatíveis com a sistemática processual vigente. Entre elas, destaca-se a crescente tendência de se redirecionar a execução contra sócios da empresa originariamente demandada com base em pedidos genéricos de sucessão processual, sem que se comprove, de forma cabal, o efetivo encerramento da pessoa jurídica nos termos da legislação civil. Essa prática, que à primeira vista
28 de jun.4 min de leitura


Prescrição intercorrente: norma clara, prática judicial imprecisa
A prescrição intercorrente na execução civil ganhou contornos mais definidos com a promulgação da lei 14.195/21, que alterou o art. 921 do CPC e incluiu, entre outros dispositivos, a possibilidade da contagem do prazo prescricional quando verificada a ausência de bens penhoráveis e de atos úteis à efetivação da execução. A alteração tem por objetivo conferir maior previsibilidade e efetividade ao procedimento executivo, impondo limites temporais à estagnação do processo. A pr
28 de jun.3 min de leitura


Preclusão pro judicato e matérias de ordem pública na execução civil
O processo executivo tem sido palco de debates intensos quanto ao alcance e à flexibilidade dos princípios do contraditório e da preclusão, especialmente diante da natureza das matérias que nele se discutem. Em meio a essa discussão, tornou-se cada vez mais comum — e preocupante — a prática de juízos de execução que rejeitam exceções de pré-executividade ou petições defensivas com base em suposta preclusão temporal ou consumativa, mesmo quando se trata de matérias de ordem pú
28 de jun.4 min de leitura


O “sócio de conveniência”: um fenômeno recorrente nas empresas familiares
É cada vez mais comum que, em empresas familiares, filhos, cônjuges ou outros parentes figurem no contrato social apenas para manter o controle dentro da família. Em muitos casos, o parente é incluído quando ainda é menor de idade, por sugestão ou imposição do pai ou da mãe, com a finalidade de preservar o patrimônio familiar e evitar a entrada de terceiros no quadro societário. O problema surge anos depois, quando a empresa enfrenta dificuldades financeiras, entra em process
28 de jun.4 min de leitura


Por que separar o patrimônio pessoal do empresarial protege quem empreende
No Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), os números mostram a força do segmento: os pequenos negócios já respondem por 95% das empresas ativas e por 26,5% do PIB, além de R$ 51 bilhões pagos mensalmente em salários, segundo o Sebrae. Ouvida pelo portal Viva, a advogada Daniela Poli Vlavianos comentou o cenário do empreendedorismo e destacou um ponto central para quem quer construir um negócio sólido: planejamento e organização patrimonial desde o in
27 de jun.1 min de leitura


Migalhas: a impenhorabilidade de até 40 salários mínimos deixou de ser automática, na análise de Daniela Poli Vlavianos
Em reportagem do Migalhas sobre a virada do STJ no Tema 1.235, a advogada Daniela Poli Vlavianos alerta para o risco prático de o devedor ficar privado de recursos essenciais até conseguir apresentar defesa.
24 de jul. de 20251 min de leitura


O avanço da preclusão sobre a ordem pública.
A ideia de que matérias de ordem pública se submetem à preclusão tem ganhado força, com consequências negativas. Embora haja um consenso maior quanto à possibilidade de alegação a qualquer tempo de questões como prescrição e ilegitimidade de parte, o debate sobre a preclusão da impenhorabilidade, por exemplo, está em ascensão.
22 de mai. de 20255 min de leitura


Desconsideração da personalidade jurídica: banalização de um instrumento jurídico
Infelizmente, muitas decisões judiciais têm desconsiderado a personalidade jurídica sem a devida comprovação dos requisitos legais.
19 de fev. de 20254 min de leitura


InfoMoney: ex-sócio pode responder por dívidas da empresa? O caso Francisco Cuoco, na análise de Daniela Poli Vlavianos
Em reportagem do InfoMoney sobre a condenação do ex-ator Francisco Cuoco a pagar uma dívida trabalhista de empresa da qual foi sócio, a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados & Associados, foi ouvida sobre quando um ex-sócio ainda pode ser chamado a responder por débitos da sociedade — tema central para quem empreende e teme ver o patrimônio pessoal atingido. Segundo a advogada, mesmo depois de deixar a sociedade o sócio retirante responde de forma subsidiár
17 de out. de 20241 min de leitura


Monitor Mercantil: a LC 208/24, a venda de créditos tributários a fundos e o risco de cobrança agressiva, na análise de Daniela Poli Vlavianos
Em reportagem do Monitor Mercantil sobre a securitização de créditos públicos, Daniela Poli Vlavianos alerta para o conflito de interesses e a insegurança jurídica do contribuinte.
17 de jul. de 20241 min de leitura
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