
Correio da Manhã: PF, EUA e a Operação Exchange contra o PCC, na análise de Daniela Poli Vlavianos
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Em reportagem do Correio da Manhã sobre a Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal contra uma rede internacional de lavagem de dinheiro atribuída ao PCC, e a sua coincidência com sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli, Porto & Andreghetto Advogados, foi ouvida sobre a base jurídica das medidas cautelares e a autonomia da investigação brasileira.
Segundo a advogada, a divulgação das sanções norte-americanas dois dias antes da operação alterou o ambiente em que ela foi executada, mas não a sua base jurídica. Ela pondera que a antecipação do cumprimento dos mandados não transforma a ofensiva brasileira em desdobramento de uma determinação estrangeira: as medidas cautelares dependem, sempre, de autorização da Justiça brasileira e da observância da legislação nacional. Trata-se, na sua leitura, de um episódio que evidencia o avanço da cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional, sem que isso implique perda de soberania sobre as investigações conduzidas em território nacional.
“Essa antecipação não significa que a operação brasileira decorreu de uma ordem ou determinação estrangeira. As medidas cautelares executadas pela Polícia Federal somente podem ser cumpridas mediante autorização da Justiça brasileira, observando a legislação nacional, a Constituição Federal e o devido processo legal.”
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Correio da Manhã — 5 de julho de 2026
Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957


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