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Finsiders Brasil: fintechs, bancões e a disputa pelo consignado CLT, na análise de Daniela Poli Vlavianos

  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

Em reportagem exclusiva do Finsiders Brasil sobre a disputa entre fintechs e grandes bancos pelo “Crédito do Trabalhador” — o consignado para trabalhadores com carteira assinada, que já movimenta bilhões em operações —, a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli, Porto & Andreghetto Advogados, foi ouvida sobre o que realmente diferencia os novos entrantes e sobre os limites regulatórios dessa operação.

Para Daniela, o diferencial competitivo das fintechs não se resume à contratação digital: está, segundo ela, “na capacidade de cruzar informações, precificar o risco rapidamente e prevenir fraudes”. A advogada fez, contudo, uma ressalva jurídica relevante para o mercado: a oferta de empréstimo consignado precisa ser realizada por instituição autorizada pelo Banco Central ou por meio de parceria formalizada — de modo que uma empresa que atue apenas como fornecedora de tecnologia não pode se apresentar como credora.

Questionada sobre a sustentabilidade das taxas mais baixas praticadas pelas fintechs, Daniela ponderou que a taxa final não depende apenas da eficiência tecnológica, sendo influenciada também pelo custo de captação dos recursos, pelo risco de inadimplência e pelo prazo da operação. A reportagem ouviu ainda outros especialistas do setor e apontou como pontos de atenção a integração entre sistemas, os riscos de erro no desconto em folha e as exigências de LGPD e compliance.

Finsiders Brasil — 21 de julho de 2026 (reportagem de Murilo Melo)

Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957

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