O Brasilianista: gamificação do varejo, "dark patterns" e a proteção do consumidor, na análise de Daniela Poli Vlavianos
- 25 de jun.
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Em reportagem de O Brasilianista sobre o avanço das plataformas de apostas e a incorporação de mecânicas de jogo pelo varejo — roletas, recompensas aleatórias e outros estímulos de gratificação imediata —, a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli, Porto & Andreghetto Advogados, foi ouvida sobre o impacto jurídico do fenômeno na proteção do consumidor.
Segundo a advogada, a gamificação comercial suscita debates sobre transparência das práticas comerciais, vulnerabilidade comportamental do consumidor e os limites éticos das estratégias de persuasão digital:
"O avanço dessas técnicas pode exigir maior atenção dos órgãos reguladores, sobretudo quando os mecanismos utilizados influenciam significativamente a autonomia decisória do consumidor."
Ela destacou os chamados dark patterns — arquiteturas digitais desenhadas para induzir determinado comportamento de compra —, que podem ser questionados à luz dos princípios da boa-fé, da transparência e da liberdade de escolha previstos na legislação consumerista. O desafio regulatório, observou, não se limita ao que está sendo vendido, mas alcança a forma como o comportamento de compra é induzido, com relevância crescente para os debates sobre responsabilidade algorítmica, deveres de informação, proteção de grupos vulneráveis — especialmente jovens e consumidores hipervulneráveis — e eventual regulamentação específica das práticas de gamificação comercial.
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O Brasilianista — 25 de junho de 2026
Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957


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