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Correio da Manhã: TCU, Banco Central e o risco de insegurança institucional no caso Master, na análise de Daniela Poli Vlavianos

8 de jan.
1 min de leitura

Em reportagem do Correio da Manhã sobre a decisão do relator no Tribunal de Contas da União de suspender a inspeção de documentos no Banco Central, no âmbito do caso do Banco Master, a advogada Daniela Poli Vlavianos foi ouvida sobre os limites do controle externo diante de atos típicos de supervisão prudencial do regulador.

Na avaliação dela, quando a atuação do TCU se dirige a questionar ou inspecionar atos de supervisão prudencial do Banco Central, há potencial concreto de gerar insegurança institucional. O sistema financeiro brasileiro se apoia na autonomia técnica do regulador para decidir de forma rápida e fundamentada em momentos de crise, e o avanço do controle externo sobre esse núcleo decisório cria uma zona de sobreposição de competências que fragiliza a previsibilidade do arcabouço regulatório.

A advogada alertou que o impacto não é apenas formal: “A simples dúvida sobre quem detém a palavra final em momentos de crise já é suficiente para amplificar riscos sistêmicos, afetando confiança, liquidez e o comportamento dos agentes econômicos”. Para ela, a principal preocupação está no precedente — a consolidação do entendimento de que decisões do Banco Central em processos de liquidação podem ser objeto de controle invasivo atingiria diretamente a previsibilidade regulatória e sinalizaria ao mercado que a estabilidade normativa depende também de interpretações posteriores do controle externo.

Leia a matéria completa no Correio da Manhã: https://www.correiodamanha.com.br/politica/2026/01/248021-ministro-do-tcu-suspende-inspecao-no-caso-master.html

Correio da Manhã — 8 de janeiro de 2026 (reportagem de Beatriz Matos)

Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957

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