
Correio Braziliense: os limites entre preservar o STF e apurar responsabilidades, na análise de Daniela Poli Vlavianos
Em reportagem do Correio Braziliense sobre a crise institucional no Supremo Tribunal Federal aberta pelo relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do escritório Poli, Porto & Andreghetto Advogados, foi ouvida sobre os limites entre a preservação da Corte e a apuração de responsabilidades de seus integrantes.
Na análise dela, é preciso separar a crítica legítima dos ataques destinados a desacreditar o Tribunal — e preservar a instituição não significa blindar seus integrantes de investigações. Ao contrário, observou, quanto maior o cargo, maior deve ser o compromisso com a transparência. A resposta institucional, segundo a advogada, deve envolver apuração rigorosa, com respeito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa, à presunção de inocência e ao juiz natural.
Daniela também destacou que o Conselho Nacional de Justiça não exerce sobre ministros do STF a mesma responsabilização disciplinar aplicada aos demais magistrados, o que torna ainda mais relevante o funcionamento efetivo dos controles constitucionais existentes. Quanto ao encaminhamento dos fatos pelo ministro relator, ponderou que a gravidade do conteúdo não autoriza a criação de procedimentos casuísticos: “A gravidade do conteúdo não autoriza a criação de procedimentos casuísticos nem o afastamento do juiz natural. A própria necessidade de investigar exige máximo rigor jurídico, porque uma apuração conduzida de forma irregular pode ser posteriormente anulada”
Leia a matéria completa no Correio Braziliense: https://www.correiobraziliense.com.br/direito-e-justica/2026/09/7492930-moraes-versus-mendonca-uma-crise-sem-precedentes.html
Correio Braziliense — 3 de setembro de 2026
Daniela Poli Vlavianos — OAB/SP 143.957


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